Proteção Social e Transferência de Renda
Cheque Cidadão de R$ 100
Programa estadual pioneiro de transferência de renda direta com condicionalidades sociais.

Instituído no Governo Anthony Garotinho, o Cheque Cidadão foi uma das primeiras e mais abrangentes políticas estaduais de transferência direta de renda do Brasil. O benefício mensal atendia famílias em situação de extrema vulnerabilidade, priorizando a mulher como responsável familiar e exigindo frequência escolar dos filhos e carteira de vacinação atualizada.
Pioneirismo na proteção social
No final dos anos 1990, o Cheque Cidadão inovou ao substituir cestas de alimentos esporádicas por um repasse financeiro mensal contínuo, conferindo autonomia de escolha para que as próprias famílias adquirissem seus alimentos e itens de primeira necessidade.
A experiência do programa fluminense serviu de referência prática para o debate e formulação de políticas nacionais unificadas de combate à extrema pobreza.
Condicionalidades de educação e saúde
O recebimento do benefício estava vinculado ao cumprimento de compromissos fundamentais para a quebra do ciclo intergeracional da pobreza:
As famílias passavam por acompanhamento regular pela rede de assistência social e saúde pública.
- Matrícula e frequência escolar obrigatória de crianças e jovens
- Cumprimento do calendário oficial de vacinação infantil
- Acompanhamento pré-natal para gestantes cadastradas
- Apoio e inserção em cursos de qualificação básica
Impacto econômico no comércio periférico
O pagamento do benefício era aceito em ampla rede de pequenos comércios cadastrados — como mercados de bairro, mercearias e padarias —, garantindo que o dinheiro circulasse nas próprias comunidades e distritos onde as famílias residiam.